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Território Impacto de Torres Vedras – Entrevista Bianca Emiliano

Publicado a 5 Setembro, 2019

Este mês entrevistamos a Bianca Emiliano, técnica da Comunidade Vida e Paz,  para saber como tem sido a sua participação no Território de Impacto de Torres Vedras. A Bianca é Gestora de Caso no Centro da Quinta Espírito Santo, que é um projeto de suporte à reinserção de pessoas em condição de sem-abrigo ou em situação de vulnerabilidade social.

  1. Breve apresentação da organização e do projecto que desenvolvem.

Somos a Comunidade Vida e Paz. Partilhamos a missão de ir ao encontro e acolher pessoas em condição de sem-abrigo, ou em situação de vulnerabilidade social, ajudando-as a recuperar a sua dignidade e a (re)construir o seu projecto de vida, através de uma acção integrada de prevenção, reabilitação e reinserção.  Em Torres Vedras funciona um projecto de suporte à reinserção que consiste numa residência com capacidade para 8 utentes que, tendo concluído com sucesso o programa terapêutico ou de reabilitação num dos centros da instituição, e não dispondo de habitação própria ou acolhimento familiar, carecem deste tipo de apoio com vista a uma integração bem sucedida na sociedade.

  1. Como tem sido a experiência de participar no Território de Impacto de Torres Vedras, indicando os aspectos mais positivos e sugestões de melhoria.

A experiência tem sido óptima, muito gratificante, na medida em que tem possibilitado a um maior envolvimento dos utentes da Residência no seu processo, pois replicamos os exercícios desenvolvidos nos Workshops e fazemo-los em conjunto com eles. Tem-nos possibilitado a olhar para as nossa resposta de outra forma, questionando-nos e preocupando-nos cada vez mais no desenvolvimento de uma cultura onde o impacto seja visível, não só para nós, mas mais importante ainda, que os próprios utentes tenham essa percepção. 

  1. A gestão e avaliação de impacto era/é uma área que já era abordada com alguma profundidade na vossa organização, ou era uma área a explorar/melhorar?

Não era de todo desconhecida. Em 2015 a Comunidade Vida e Paz fez a publicação do relatório de avaliação de impacto da intervenção das equipas de rua e em 2017 publicou o relatório de avaliação de impacto da Unidade de Vida Autónoma. No entanto, é uma preocupação constante em replicar as boas práticas pelas restantes respostas. Surgindo a oportunidade de ser apoiados não tivemos como não aproveitar esta oportunidade para avaliarmos o impacto da nossa RAP e incrementar a nossa cultura de impacto. 

  1. Achas que estes temas e ferramentas que temos trabalhado têm aplicabilidade na tua organização/projecto? Se sim como e quais?

Sim. Os temas abordados encaixam-se nas nossas preocupações organizacionais. A darem-nos ferramentas como a Teoria da Mudança e ensinarem-nos a aplicá-la ajuda-nos a replicá-la em conjunto com os utentes. Também é pertinente abordar temas e conceptualizar o que no fundo já fazemos, como os negócios sociais.

  1. Algum comentário ou observação extra que consideres pertinente?

Que continuem e continuemos o trabalho que temos vindo a desenvolver. Tem sido uma experiência fantástica ! Obrigada !

 

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